Na Índia os mestres dizem: os problemas são despertadores que tentam acordar as pessoas para a vida. Aproveite para acordar logo, antes que o próximo despertador faça mais barulho. (Roberto Shinyashiki)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O Brasil lê mal


  Iniciativa que trouxe resultados de incalculável valia, um sistema de testes de rendimento escolar do MEC, com referência ao desempenho em leitura, evidencia que os alunos brasileiros conseguem decifrar um texto e ter uma ideia geral a respeito do que ele está dizendo. Daí pra frente empacam. Isso nos leva á questão, por que não aprendemos a ler corretamente?

  A constatação de que o brasileiro lê mal, não é uma grande surpresa diante da realidade das nossas escolas públicas, ainda esmagadas por problemas angustiantes no seu funcionamento básico. Mas poderíamos esperar que os egressos de escolas de elite, tivessem uma boa resposta: "afinal, esses estabelecimentos de ensino operam com os melhores alunos e sem problemas econômicos prementes."
  Contudo o nível de leitura de nossas elites é ao mesmo tempo, o resultado mais trágico e o que mais esperanças trazem. A proporção de brasileiros de elites capazes de compreensão perfeita dos textos escritos é muito pequena, comparada com a taxa de outros países. Ou seja, nossa incapacidade de decifrar um texto escrito não se deve á pobreza, mas a um erro sistêmico.
  Parece haver uma estratégia errada no ensino da leitura. Os alunos se contentam com uma compreensão superficial do texto. Satisfeitos, passam a divagar sobre o que pensam, sobre o que o autor poderia estar pensando, sobre o que evoca o texto. Mas isso tudo ocorre antes de acabarem de processar cognitivamente o texto, de decifrá-lo segundo os códigos rígidos da sintaxe. Dispara a imaginação, trava-se a cognição.
  Lemos como poetas e não como cientistas!
  Dica:Antes da hora de ler poesia, após  o jantar, há que ler contratos, cartas comerciais, bulas de remédio, instruções de serviço, manuais, análise da sociedade, dos políticos e por aí a fora.
 A revolução possível na competência em leitura de nossa gente nos permitiria galgar outro patamar de desenvolvimento. E isso, pode ser feito a custo praticamente nulo. É só querer. A tônica é sempre e só, criticar o governo, em vez de entender esse resultado ou dele tirar lições.

2 comentários:

  1. Eu penso que esse problema do aluno ler um texto e não ser capaz de decifrá-lo é um buraco que se forma lá trás ( nas primeiras séries do ensino fundamental) e quando esses alunos chegam no ensino médio, se torna uma característica impregnada e característica coletiva ( uma turma inteira).

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  2. Tá aí, o macete, o segredo, as pegadinhas do Enem.
    É mais que o conteúdo,é você saber ler uma questão e interpretá-la, identificando a verdadeira resposta da questão, interpretando.

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